Se você ainda não investe na área de TI, pode começar a se organizar para. Isso porque, independente da pandemia, a tecnologia como um todo é um dos setores que mais cresce. O aumento do número de  ciberataques, por exemplo, comprova o quanto o setor é essencial para pequenas, médias e grandes empresas. O relatório trimestral da Advance Consulting, realizado em outubro de 2020, prevê um crescimento de até 10% para o segmento em 2021. 

Empresas da área que oferecem soluções em nuvens e as que se autodenominam como PaaS, entre elas as plataformas de corretagem de APIs, de serviço financeiro e de desenvolvimento low-code são as que mais se destacam.    

De acordo com o webinar “IDC Future Scape – Previsões para 2021 e implicações na América Latina”, o desenvolvimento que acontece na indústria de TI é como um motor econômico. Afinal, os investimentos em tecnologia não desaceleraram como a economia. Uma das principais razões para entender o desenvolvimento do setor na região é a transformação acelerada das tendências. O que imaginava-se que ainda levaria alguns anos para acontecer, levou apenas meses, como o trabalho ou o estudo remoto. 

Com a nova realidade de #WorkFromAnyWhere, abriram-se novas oportunidades para empresas de TI se expandirem, revolucionarem o mercado e mostrarem seu principal diferencial competitivo. Outro fator, ainda segundo o webinar da IDC, foi a retração da economia tradicional e o avanço da digital que cresce a uma taxa rápida. A estimativa é de que 15 milhões de consumidores fizeram sua primeira compra online em 2020 e o e-commerce cresceu 30% com uma representatividade de quase 6% em todas as vendas da América Latina.  

A previsão da IDC é de que até 2022, 40% do PIB da região estará digitalizado e a economia latino-americana ficará, de fato, ainda mais digital. Então, as previsões financeiras para as empresas de TI são de expansão, sendo que é importante ficar atento a algumas características do setor: 

– Cloud computing: uma média de 35% dos gastos de grandes empresas da América Latina será em infraestrutura relacionada à nuvem, até o final de 2021. 

– Aceleração de borda: para garantir que todos possam trabalhar de qualquer lugar, será necessário fornecer infraestrutura, recursos de dados e aplicativos com respostas mais rápidas às necessidades dos negócios, e até 2023 metade dos investimentos em tecnologia de edge serão acelerados pelas reações a essas mudanças.  

– Híbrido por design: um espaço de trabalho digital desenhado para ser mais inteligente, que conecta tanto trabalhadores remotos quanto os presenciais, facilitando o trabalho colaborativo.  

– Correção de dívida técnica: por conta da aceleração de mudanças, devido à pandemia de Covid-19, alguns CIOs precisaram implementar soluções digitais da noite para o dia. Isso resolveu problemas imediatos, mas criou uma dívida técnica com infraestruturas e sistemas. Ela deverá ser sanada quando toda a crise passar, mas precisa ser controlada o quanto antes, e a cibersegurança é ao mesmo tempo vilão e protagonista.

– Resiliência digital: com a digitalização da maneira como fazemos negócios, as empresas necessitam adquirir capacidades de recuperação rápida de uma interrupção da TI: através de maior resiliência, como cópias de segurança de dados e aplicações na nuvem.

– Plataformas automatizadas: soluções de automatização de sistemas e plataformas na nuvem (multi-cloud/hybrid cloud) estão em alta. A infraestrutura como código (IaaC), micro serviços e containers automatizam a TI, e quando aliadas a inteligência artificial (AIops) , conseguem reduzir drasticamente a complexidade e o custos de operação. 

– Extensão da IA: se você curte este setor da tecnologia, preste (mais) atenção! De acordo com a IDC, em 2023, 25% das duas mil maiores empresas do mundo vão adquirir pelo menos uma startup de software de inteligência artificial. Isso porque elas precisarão garantir competências diferenciadas e propriedade intelectual. Porém, não existe tanta oferta do serviço na América Latina e o investimento em startups é limitado. Isso poderá colocar a região em desvantagem competitiva. A expectativa é que os países latino-americanos precisarão de mais de 225 mil especialistas no setor, bem como de especialistas de dados, de 2020 a 2023. Se você tinha dúvidas sobre especializações na área, fica a dica!  

– Ecossistemas de tecnologia da informação e comunicação: os funcionários das empresas precisarão estar conectados. Isso significa que as empresas investirão mais nas soluções em comunicação, destinando 25% de seus orçamentos para serviço que agrupa largura de banda, cibersegurança, colaboração e serviços móveis. A expectativa é que até 2024, 70% das empresas melhorem suas estratégias digitais. 

– TI verdadeiramente sustentável: 50% das cinco mil maiores empresas da América Latina vão aumentar o uso de recursos reutilizáveis e terão como alvo parceiros que garantam um processo totalmente sustentável, inclusive com neutralidade de carbono para instalações de fornecedores e menor uso de energia elétrica. Isso tudo até 2025. 

Por último, mas não menos importante, as pessoas. Elas são importantes: profissionais da área de TI, principalmente os que já são experientes e trabalham em grandes empresas: fiquem atentos. Seu know-how e expertise podem te levar a inovar na área de desenvolvimento e automação, e conquistar grandes chances de crescer ainda mais na empresa. Isso deve acontecer até 2024, porque em 2023 as empresas não terão investido na formação de equipes de TI, segurança ou desenvolvimento com as ferramentas corretas. 

Seja de uma forma ou de outra, as tendências econômicas para o setor de TI mostram chances de crescer na área de atuação da sua empresa ou, até mesmo, se precaver de algum escorregão que o mercado possa vir a dar. Se você precisar de ajuda em qualquer etapa da otimização do setor de tecnologia da sua empresa, fale com a Matrix. Temos uma equipe especializada em serviços que podem te ajudar durante o processo: https://matrix.com.br/entre-em-contato/.   


Alexandro Castelli
Diretor de Produtos
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