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Infraestrutura híbrida de TI e a avaliação de workloads

A Matrix encomendou um estudo exclusivo para a International Data Corporation, empresa mais conhecida como IDC. O objetivo da pesquisa era saber em qual estágio as organizações estão na adoção de uma infraestrutura híbrida de TI, pós-pandemia. Para tanto, a IDC entrevistou 150 CIOs e tomadores de decisão de médias e grandes empresas nacionais, distribuídas nas mais variadas verticais. O estudo aponta que 56% da amostra já adotou algum tipo de tecnologia de nuvem como parte de sua atual infraestrutura de TI, o que aponta um nível intermediário de maturidade aqui no Brasil. 

>> Saiba mais sobre os estilos de nuvem

A pesquisa realizada pela IDC revela que menos da metade das empresas utilizam seus ambientes de nuvem para executar workloads críticos, sendo que 54,6% delas estão abaixo da média geral. O segmento de Utilities foi o item que teve a pior média de maturidade, ao passo que Comércio foi a vertical que teve a melhor média da amostra. Por outro lado, 45,3% das empresas estão acima da média geral, sendo que 70,7 foi a pontuação média das empresas que estão em estágios avançados de adoção da infraestrutura híbrida. A integração dos ambientes de TI apresentou-se como o principal indicador para tais organizações. 

Embora esta evolução seja por motivos mais operacionais que estratégicos, questões como melhorar a integração com a cadeia de valor ou expandir as capacidades de integração de dados, são relatadas por organizações de grande porte que já enxergam a nuvem como um alavancador de negócios. No entanto, essa visão mais estratégica é de fato importante, uma vez que é necessário entender a “corrida para a nuvem” como uma etapa da jornada digital, em que conforme novas tecnologias e arquiteturas passam a ser incorporadas, alguns conceitos e práticas acabam não fazendo mais sentido. 

Isso também demonstra que essa transformação de fato será feita em velocidades diferentes para cada estilo de workloads, que deve ser avaliado caso  a caso. Estas diferenças, de acordo com o estudo, têm forte relação com a funcionalidade e a criticidade de cada carga de trabalho. Refletir sobre cada caso de workloads, também pode ser uma forma de modernizar aplicações com benefícios associados. Porém, os custos para fazer todo o refactoring podem ser bastante elevados, o que torna a arquitetura de nuvem híbrida uma alternativa bastante atrativa em termos de proteção de investimentos e redução de custos. 

>> Baixe aqui a pesquisa completa: IDC Infraestrutura Híbrida de TI no Brasil

http://www-matrix-com-br.rds.land/lp-ebook-infraestrutura-hibrida-de-ti-idc

Caso a caso

Dependendo do workload, é comum ver tendências distintas. Aqueles que estão mais no front-end e na colaboração, tem mais aderência com a nuvem pública. Já para as cargas de trabalho que estão voltadas aos aspectos internos do negócio, com demanda previsível, a nuvem privada é a preferida, que tem mais elasticidade e ampla conectividade com outros serviços. Uma infraestrutura que consiga lidar simultaneamente com os diversos tipos de nuvem (a nuvem híbrida) garante acesso às novas tecnologias (como inteligência artificial, análise de dados e aprendizado de máquina), ao mesmo tempo que garante elasticidade e ampla conectividade do workload com fornecedores e parceiros, além da racionalização dos custos. 

Nota-se também que uma parcela das grandes e médias empresas entrevistadas passaram por uma fase inicial da adoção da nuvem, com destino preferencial para nuvem pública, numa abordagem conhecida como “lift & shift”. Uma parcela representativa dessas empresas acabaram experimentando dificuldades como mão-de-obra especialista e um aumento dos custos fora de linha com as receitas, o que levou a um movimento conhecido como “repatriação” de workloads. Dentre os principais motivos que levaram à repatriação, a principal delas é o custo. Ou seja, a necessidade de manter o orçamento estável e previsível, conflita com custos que variam de forma abrupta, seja por questões econômicas ou políticas.  

Tamanho, sensibilidade e velocidade são as melhores práticas para avaliação dos workloads e sua aptidão aos modelos de infraestrutura. A partir do tamanho e com os requisitos específicos, é possível saber se eles devem ser direcionados para ambientes tradicionais. Além disso, a sensibilidade de segurança é um ponto a ser considerado devido às violações de segurança e às diferenças da gestão de risco para cada ambiente. A evolução esperada por workload, por sua vez, é a velocidade com que eles conseguem mudar minimamente. Neste caso, ambientes públicos são mais aconselháveis. 

Entre as empresas entrevistadas para a pesquisa, quase 40% não têm seus diferentes tipos de infraestrutura integrados. A questão é que, enquanto a integração não for implementada, as lacunas existentes precisarão de processos externos e/ou manuais. Estas são as diferenças que, muitas vezes, definem as empresas líderes das demais. Aquelas que se preocupam em integrar seus ambientes, inclusive com fornecedores e parceiros de negócio, dão velocidade aos negócios e ampliam sua participação em um ecossistema digital. 

Apesar de a recessão econômica ter exigido grande controle orçamentário das empresas, ela acabou inibindo o avanço de novos projetos. Porém, as estratégias de longo prazo devem ser analisadas como ações que trarão grandes benefícios para o negócio. 

Entre tais estratégias, está a absorção dos modelos de nuvem – pública ou privada –  como possibilidade de inovação, de forma complementar e colaborativa. Todo esse caminho fará com que as empresas busquem a melhor infraestrutura para cada carga de trabalho e, aos poucos, refinem sua estratégia de TI híbrida e integrada, com processos fluídos, mais automação e comunicação ágil entre aplicações. 

A equipe técnica da Matrix pode te ajudar a fazer a análise das cargas de trabalho da sua empresa, para que essa migração seja feita da melhor maneira, de acordo com o seu negócio. Entre em contato: https://materiais.matrix.com.br/fale-com-o-especialista.  


Alexandro Castelli
Diretor de Produtos

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