O surgimento de novas mídias e tecnologias muda bastante o cenário para as empresas. Nos últimos momentos de 2020, entra em destaque a aceleração da transformação digital que revelou um contexto de demandas cada vez mais crescentes. 

Para exemplificar essa realidade, basta pensar no volume de dados que é produzido todos os dias – um número gigantesco. De acordo com uma análise da Domo, a cada minuto os usuários do Facebook, por exemplo, carregam 147 mil fotos, no Instagram postam mais de 347 mil stories e, no Youtube, enviam 500 horas de vídeo.

Para suportar toda essa conectividade, além da capacidade de telecomunicações promovida pelos fornecedores de nuvem, as redes corporativas enfrentam um desafio enorme. As equipes de TI nas empresas, então, precisam entregar um ambiente adequado a esse cenário, mas que, além disso, também seja preparado para o futuro, focando sempre em evolução.

Novas tecnologias geram novas demandas

Devido aos últimos acontecimentos mundiais relacionados à pandemia, as pessoas encontraram, no ambiente virtual, uma solução para continuar trabalhando, estudando e até se relacionando no ambiente corporativo.

Com isso, muitos negócios foram impactados de várias formas, por exemplo, o mercado de computação em nuvem.

Um fator a se considerar é que, com esses acontecimentos, o cenário de maior necessidade de largura de banda foi ainda mais agravado por uma explosão digital de videoconferências.

Com as medidas de distanciamento social adotadas diante do enfrentamento à pandemia de COVID-19, os eventos presenciais foram substituídos pelos formatos em vídeo ao vivo. E, ainda, mostram-se como uma tendência, tudo indica que vão prevalecer.

O que entra em destaque é que, de acordo com o TechRadar, quase todos os serviços que têm apoiado as pessoas durante a pandemia são fornecidos por meio da infraestrutura em nuvem. 

Além disso, alguns dados divulgados pelo instituto de pesquisas Gartner revelam que os gastos mundiais em soluções de videoconferência baseadas em nuvem devem crescer quase 25% ainda no ano de 2020, atingindo US$4,1 bilhões. 

Estima-se, também, que até 2024 o volume de reuniões presenciais continue em queda, ou seja, há uma evidente possibilidade dos encontros continuarem acontecendo de forma remota no futuro. 

Por essa razão, preparar a infraestrutura de rede para esse universo de usuários cada vez mais conectados é de fato uma urgência para a área de TI das empresas. E essas mudanças não se resumem às videoconferências, outras demandas ainda estão por vir.

Novas tecnologias, como 5G e o Wi-Fi 6, virão com necessidades de maiores velocidades e forte uso de conexão e dados. Estima-se, por exemplo, que o número global de assinantes de serviços móveis com tecnologia 5G será de 1,9 bilhão de pessoas em 2024.

Novas demandas são oportunidade para o mercado de redes corporativas

Ao mesmo tempo em que o desafio é bem grande para os CIOs das empresas, as oportunidades para o mercado de redes corporativas também são gigantes. E isso se deve ao fato de que a demanda por soluções que atendam ao cenário é bem crescente.

Em destaque, há forte procura por diferenciais, como simplicidade de gerenciamento, capacidade de expansão e segurança integrada. E essa busca tem levado as empresas a aderirem a velocidades de switching de múltiplos Gigabits, para garantirem a otimização das suas redes. 

É notório que muitas estruturas ainda trabalham com padrões de 1 e 10GbE, mas, ainda assim, é crescente a demanda por equipamentos capazes de trabalhar com velocidades de 25, 40 e 100GbE. 

Vale destacar que, segundo a IDC, 100GbE será a velocidade de switch Ethernet de maior crescimento nos próximos anos, revelando, assim, o triplo do volume de investimentos neste padrão até 2023.

Como as empresas devem lidar com a adequação

Em meio à corrida por velocidade e adequação, é importante levar em consideração que é grande a presença de ambientes heterogêneos de tecnologias de switch, ainda no modelo tradicional com camadas de acesso, agregação e núcleo. Há muitas empresas que possuem mais de um fornecedor para sua infraestrutura de redes corporativas e, por essa razão, ainda há necessidade de manter o legado, realizando investimentos pontuais em uma ou mais dessas camadas.

Uma alternativa recomendada é entender o detalhe dos investimentos necessários para upgrades de estruturas em camadas e avaliar se, com parte de investimento e parte de reutilização de equipamentos, é possível partir para arquiteturas de nova geração como o Leaf-Spine.

A arquitetura Leaf-Spine é composta por apenas duas camadas: o caule (spine) e as folhas (leaf). Todos os switches Leaf fundem-se ao Spine formando um Fabric que é conectado a provedores externos e servidores. Este contexto garante uma capacidade futura mais flexível, estando aderente a cenários de SDN, software defined network (do inglês rede definida por software).

Além disso, durante o processo de atualização, a segurança é fundamental, contando com várias camadas de proteção, suporte à criptografia, protocolos relacionados com o DHCP snooping e inspeção dinâmica de ARP.

Em suma, nesse cenário de grandes e crescentes demandas, com mais equipamentos, novas aplicações e muitos usuários conectados, o enfrentamento é mesmo uma necessidade para que as empresas promovam uma atualização constante de suas infraestruturas de rede. 

Lidando com as mudanças dessa forma, atende-se às demandas atuais e ainda mantém-se de olho no futuro, na escalabilidade e também na segurança.


Alexandro Castelli
Diretor de Produtos
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