A pandemia do COVID-19 nos forçou a reinventar como trabalhamos, aprendemos, ajudamos, engajamos e socializamos; e a computação em nuvem desempenhou um papel crucial ao permitir que empresas e órgãos públicos respondam à crise rapidamente e mantenham a continuidade dos serviços.

Cloud Computing representa o catalisador e o facilitador da mudança tecnológica que já estava em andamento antes do COVID-19 e é provável que seja a chave para a resiliência dos negócios depois da pandemia.

Sempre que utilizamos um aplicativo em um smartphone ou acessamos via web, são grandes as chances de que o sistema que alimenta esse aplicativo esteja em nuvem. Cloud Computing está tornando-se o novo poder invisível que impulsiona muitos dos sistemas e aplicativos de TI que consumimos diariamente. Todos os dias, acessamos várias nuvens sem nem perceber.

A recente crise gerada pela pandemia estimulou o aumento de mais investimento em nuvem, de acordo com uma pesquisa com 750 executivos da Flexera. Mais da metade (59%) disse que o uso da nuvem será maior do que o planejado antes da pandemia. De qualquer forma, a nuvem é vista como um salva-vidas para as empresas durante um período de incerteza, com grande parte dos funcionários em modelo home office. De repente, todas as dúvidas sobre o modelo de nuvem – especialmente com segurança e custos ocultos – evaporaram.

Isso ocorre porque a nuvem fornece segurança em um momento de grande incerteza. Os últimos quatro meses trouxeram um nível de incerteza jamais visto, e os planos estratégicos de três anos das empresas foram lançados pela janela.

Mais do que nunca, as pessoas dependem do acesso virtual para trabalhar, estudar e relacionar-se no ambiente corporativo. Ele também tem sido essencial para o varejo online, entretenimento e informação. Neste período de aumento exponencial dos meios digitais, aumentam também as ameaças cibernéticas, sendo essencial contar com políticas e mecanismos de segurança da informação.

Segundo o relatório “Impacto COVID-19 no mercado de computação em nuvem”, o mercado de serviços de nuvem somados (IaaS, PaaS e SaaS) deve atingir US$ 295 bilhões até 2021, a uma taxa composta anual de crescimento (CAGR) de 12,5%, e a pandemia terá grande participação nesse aumento.

Haverá um crescimento contínuo na demanda por serviços de infraestrutura em nuvem e investimentos em software, equipamento de comunicação e serviços de telecomunicações especializados. Esses investimentos serão focados em ferramentas de produtividade e colaboração digital para colaboradores e educadores que trabalham remotamente, pois as empresas estão incentivando os funcionários a trabalhar em casa e as escolas estão migrando para cursos online.

Os provedores de hospedagem em nuvem estão mais equipados e com experiência em lidar com ataques cibernéticos. Eles podem proteger seus servidores contra ataques DDoS, hackers e outras ameaças melhor do que as organizações que operam servidores no local. Isso significa que as soluções em nuvem ajudam a minimizar instâncias de inatividade provocadas por ataques cibernéticos

Além do acesso remoto, serviços em nuvem estão ajudando a lidar com situações de recuperação de desastres utilizando sistemas de TI em nuvem distribuídos. Devido à falta de equipe de TI no local, em meio ao isolamento, as empresas estão aproveitando os recursos da nuvem para verificar, manter e monitorar suas instalações de servidor e armazenamento em Data Centers.

Cada vez mais, empresas optam por serviços gerenciados de data center para aprimorar a segurança, evitar o tempo de inatividade da rede e obter eficiência operacional. Algumas empresas adotaram o plano de resposta COVID-19 para avaliar a continuidade das operações. Portanto, a força de trabalho está cada vez mais móvel devido a restrições de circulação, e a crescente necessidade de reduzir custos alimentaram a demanda por serviços gerenciados em nuvem em todo o mundo.

A MarketsandMarkets realizou um estudo para entender melhor esse fato e orientar as organizações para os futuros passos. De acordo com o levantamento, empresas que já difundiam o conceito de cloud computing saíram na frente neste novo cenário de adaptação. E, graças à tecnologia em nuvem, têm conseguido minimizar os efeitos da retração da economia nos negócios.

O estudo ainda preconiza que, nos próximos três anos, a totalidade da mão de obra das empresas esteja envolvida por esse cenário digital. Aplicativos de vídeo conferência e compartilhamento de arquivos serão a nova praxe, permitindo integração de equipes que atuam em locais diversos.

Outras pesquisas reforçam que as empresas aceleraram o processo de migração para a nuvem à medida que o isolamento social era adotado em diferentes regiões com a pandemia da COVID-19. De acordo com a pesquisa, conduzida pela Snow Software, sugere-se que 60% dos líderes de TI continuarão aumentando o uso geral da nuvem, e 91% estão mudando sua estratégia de nuvem como resultado do clima econômico atual.

O estudo entrevistou 250 líderes de TI em todo o mundo para descobrir como as decisões de uso e investimento em nuvem evoluíram durante a crise. No geral, 82% dos pesquisados disseram que aumentaram o uso da nuvem nas últimas semanas em resposta à pandemia. A maioria dos entrevistados (60%) disse que o uso da nuvem continua aumentando, indicando que os padrões de consumo da nuvem ainda estão em fluxo, mesmo após o aumento inicial no trabalho remoto.

Incentivo ao investimento em infraestrutura de TI

Para acompanhar o crescimento, é preciso contar com uma infraestrutura favorável, com conectividade, flexibilidade e segurança, combinando as vantagens da nuvem privada e pública em um único ambiente com gestão e monitoramento.

Estamos diante de uma alteração profunda em nossa rotina pessoal e organizacional em que a computação em nuvem tem papel fundamental e precisa ser bem planejada para oferecer os melhores resultados em performance, segurança, com redução de custos.

Carla Ferreira
Marketing
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