Impossível negar que 2020 tenha sido o ano da transformação digital para muitas empresas e pessoas. Pois 2021 não será diferente. Na verdade, a interação com o digital apenas crescerá. O expert em inteligência artificial da SingularityU Brazil e pesquisador filiado à Universidade de Stanford, Alexandre Nascimento, afirma que em 2021 as empresas que não investirem em tecnologias digitais poderão, inclusive, experimentar uma erosão nos resultados a médio e longo prazo. 

A consultoria de gestão global Bain & Company, e outras empresas da área como Gartner, IDC e Forrester destacaram algumas das tendências que terão um papel importante para a TI corporativa neste ano.  

Inteligência artificial 

Não só ajudou muitas empresas a se manterem competitivas no mercado de trabalho durante a pandemia, como também vai sugerir atividades híbridas, unindo o mundo físico ao mundo digital. Plataformas mais simples de IA devem surgir para facilitar a compreensão e a manipulação dos recursos dela. 

5G e transformação digital 

De acordo com o IDC, mesmo em um cenário pandêmico, o investimento em transformação digital direta continua em crescimento a uma taxa anual composta (CAGR) de 15,5% de 2020 a 2023 e deve se aproximar de 6,8 trilhões de dólares  à medida que as empresas tornam-se “do futuro”, em escala digital. Seguindo essa mesma onda, encontra-se a 5G. O Fórum Econômico Mundial espera que a rede móvel de quinta geração alcance uma produção econômica global de 13,2 trilhões de dólares e gere 22,3 milhões de empregos até 2035.

Outro benefício deste mundo 5G é a confiabilidade da conexão que garante um sinal ainda mais estável, o que permitirá inaugurar uma era de comunicação entre máquinas.  

Sequestro de dados

Já falamos aqui no blog da Matrix sobre a importância de ter todos os recursos ativados contra sequestro de dados. E – olha ela aí outra vez – a pandemia abriu a cortina para um problema muito sério que acontece há anos, os cyberattacks. O Brasil registrou mais de 3 bilhões de tentativas de ataques virtuais. A expectativa é de que estes números aumentem ainda em 2021 e, se a empresa não se precaver, poderá ter um custo bastante alto. A maior ameaça dentre os  cyberattacks é o sequestro de dados ou ramsomware. Existem dois riscos relacionados a sequestro de dados:

Risco de Pagamento de Resgate: O cyber criminoso encripta dados e sistemas da empresa, e exige um resgate em dinheiro para a decriptação. 

Risco de Vazamento de Dados Sensíveis: O cyber criminoso consegue uma cópia das informações sensíveis, tais como folha de pagamento, informações de faturamento dos clientes da empresa e dados cadastrais dos contatos.

Embora no segundo caso não o risco de pagamento de resgates, conforme o código civíl nacional, e especificamente a nova lei geral de proteção de dados – LGPD (em vigor a partir de agosto); a empresa estará exposta a riscos de processos jurídicos.  

>> Saiba mais sobre sequestro de dados nesse texto: 

Estilos de sequestros de dados e como proteger-se deles

Hiperautomação

Esta tendência é uma junção de três pesquisas. Enquanto Garnter define que tudo o que pode ser automatizado em uma empresa, deve ser automatizado, as previsões do IDC dizem que em 2022 45% das tarefas repetitivas serão automatizadas ou aumentadas usando “colegas de trabalho digitais” alimentados por IA, robótica e IPA, promovendo a colaboração entre homem e máquina. A Forrester segue a mesma linha, prevendo que até o final de 2021, um em cada quatro trabalhadores remotos terá o suporte de novas formas de automação, direta ou indiretamente.    

Mudanças drásticas no mercado de trabalho

O cenário do trabalho mudou para muita gente neste último ano. A adaptação ao trabalho remoto veio para ficar. Tanto que o IDC prevê que 60% das empresas investirão pesadamente na digitalização da experiência dos funcionários em 2021, transformando a relação entre empregadores e funcionários.

Esse novo hábito influencia, também, na área do RH que precisa desenvolver um processo de contratação inovador que permita a identificação mais rápida dos candidatos promissores, ao mesmo tempo em que atende às expectativas de uma nova geração de talentos: os millennials. Em 2025 eles serão 3/4 da força de trabalho global. 

Ainda falando de mercado de trabalho, os varejistas foram os que mais precisaram arcar com altos custos para ter mais funcionários e menos chances de faltantes. Algo que a tecnologia de gerenciamento de força do trabalho poderia resolver, ao aumentar a agilidade e as respostas aos picos de atividade e de absenteísmo dos funcionários, melhorando o desempenho operacional e a lucratividade da empresa. 

E é aí que entra um papel na empresa que ficou por tempos sendo menos requisitado, o diretor operacional (COO) que deu espaço ao diretor executivo (CIO), mas a pesquisa da Gartner indica que em 2024, 25% dos CIOs tradicionais serão responsabilizados pelos resultados operacionais de negócios digitais, tornando-se efetivamente “COO por proxy”. A união das duas expertises garantirá sucesso para os negócios digitais, ao considerar o ecossistema em que ele se encontra, uma das habilidades do diretor operacional.   

Esta é uma área em que há muito o que se observar ainda, mas as tendências mostram tantas mudanças que aconteceram principalmente por conta da transformação na forma de as pessoas se comunicarem, devido ao atual cenário pandêmico, que estas mudanças continuarão a acontecer. 

Os hábitos não voltarão a ser somente off ou online, teremos sempre um comportamento híbrido.  A Matrix pode ajudar sua empresa a estar segura e totalmente digital. Converse com nossos especialistas: https://matrix.com.br/entre-em-contato/


Renato Minutti
Autor
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